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Dezoito e quarenta

NEW YORK: A CIDADE OBRIGATÓRIA

01.06.18

CINX5817.JPGA caminho de Nova Iorque, lembro-me de comentar com o João a certeza que tinha: ou iria odiar a cidade, ou deixava lá um pedaço do meu coração para sempre. Não sou pessoa do meio termo, do morno. Ou vai ou racha. Ou 8 ou 80. Ele, sempre mais ponderado, respondeu-me que no final logo avaliariamos. Mas também me disse, que se tivesse que apostar, apostava que eu ia perceber Nova Iorque. 

 

Agora, passado um mês e pouco de ter deixado Nova Iorque, enquanto revejo fotografias e escrevo estas linhas sentada no sofá, percebo que realmente deixei lá um bocadinho do meu coração. Deixei-o na Estação Central, no Memorial do 11 de Setembro, na Estátua da Liberdade, nas ruas e nas tantas pessoas com quem me cruzei. 

 

Mas também me recordo da desilução perante a mínima (que eu achava gigante) pista de gelo do Rockafeller, o desencantado perante o Central Park, do desconforto (ainda que inicial) em plena Time Square. 

E é assim que consigo descrever a cidade. Para mim, Nova Iorque é exactamente isto, o amor e o desamor, de mãos dadas. A cidade de todos e a de ninguém. Onde há espaço para nos sentirmos em casa mas também muito desprotegidos. A que nos sossega e nos agita.

Em suma, é pelo menos para mim, a cidade obrigatória. A cidade que, um dia, todos precisamos de sentir. 

 

As 5 maiores surpresas em Nova Iorque

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1 - Central Park

Talvez as expectativas fossem muito elevadas! É caso para dizer: não és tu Central Park, sou eu. A verdade, é que não me roubou o coração como eu esperava. Claro que reconheço o incrível constrante de uma imensidão de verde e de natureza, com a imensidão de cinzento e de cimento, de uma cidade tão caótica e gigante como Nova Iorque. É indiscutível a beleza deste constrante mas, e não sabendo explicar muito bem, eu esperava mais. O João, que já esteve em Nova Iorque várias vezes, disse-me que eu não estava a conhecer o Central Park no seu melhor. E é realmente essa ainda a minha esperança: que quando voltar a Nova Iorque em plena Primavera/Verão, a vida e a beleza do Central Park me façam poder lá deixar também um bocadinho do meu coração. 

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2 - Estação Central 

Óh meu deus, quantas e quantas vezes já vimos esta estação de comboios na televisão? Em tantos filmes, séries, anúncios... Acho realmente impossível ficar indiferente quando se entra na Estação Central. Para mim, revelou-se tão bonita e mágica como eu sempre a vi. Ficar por ali, durante uma manhã, a observar as pessoas e a imaginar a vida de cada uma delas, é tudo menos uma perca de tempo. É uma promessa: nunca voltarei a Nova Iorque sem visitar a Estação Central.  

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3 -  As pessoas 

Sabem porque que é impossivel não nos sentirmos em casa em Nova Iorque? É simples, é porque o Mundo todo pode ser Nova Iorquino. Enquanto lá estive, olhei muitas vezes à minha volta, nas ruas, no metro, nos restaurantes, nas lojas, olhei muitas vezes para todas as pessoas e tentei distinguir entre elas aquelas que ali viviam e aquelas que, como eu, estavam apenas de passagem. Quase nunca fui capaz de perceber. Nova Iorque é uma cidade de todos, onde a diferença e o espaço de cada um são respeitados.. E era tão bom o Mundo aprender a comportar-se mais assim, não era? 

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4 - Time Square 

De forma resumida.

Primeiro minuto - É isto? Que desilução! Não posso acreditar. Mas começa ali e acaba aqui? A sério? Mas isto é metade daquilo que eu achava. Cinco minutos depois - Ok. É fotogénico, é cénico, é giro estar aqui. Quinze minutos depois - Olha eu até que gosto! Há sempre algo a acontecer, todos correm de um lado para o outro, nada pára. Sim, eu gosto. Vinte minutos depois - Mas sabes, acho demasiado turístico, um pouco sujo, não sei. Podemos voltar a noite? Já de noite - Primeiro estranha-se, depois entranha-se, será? De noite acho melhor. 

E pronto foi isto. 

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5 - A estátua da Liberdade 

Acho que ajudou não ter grandes expectactivas, mas a verdade é que a amei a Estátua da Liberdade! É indiscutivelmente um ícone da cidade, mas eu achei-a mais que emblemática... quase mística, sabem? Estar longe da cidade, ter a melhor as vistas, ter uma ilha só para ela... Há realmente um simbolismo em torno daquela figura. 

 

Nova Iorque, espera por mim, eu volto! 

E vocês gostavam de ver mais de Nova Iorque por aqui? Querem saber os 3 melhores restaurantes que experimentámos por lá? Ou as lojas que mais gostei? Ou preferem conhecer o roteiro que fizemos em maior detalhe? Digam-me tudo.