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Dezoito e quarenta

HOJE: 27 MESES DE CASAMENTO

06.11.17

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Vejamos então, por favor, o dia de hoje.

O dia de hoje pode ser visto de duas formas.

Copo meio vazio: Hoje, descobrimos que o exaustor deixa cair água como se de uma cascata se tratasse. Hoje, conseguimos almoçar salsichas e ovos mexidos, às três da tarde. Hoje, não encontrámos a caixa onde temos os talheres, as frigideiras e os mil tupperwares. Hoje, esquecemo-nos do secador do cabelo e, por isso, amanhã vamos enfrentar de frente a rebeldia dos nossos cabelos. Hoje, a placa de indução entrou em curto circuito e ganhou vida própria. Hoje, comprámos uma esfregona, mas afinal não precisávamos porque já havia uma cá em casa. Hoje, o varão do duche caiu. Hoje... Já perceberam a ideia, verdade?

20150906-630.jpg20150906-628.jpgCopo meio cheio: Hoje, comemoramos 2 anos e 2 meses de casamento. Hoje, temos estas fotografias bonitas para nos ajudarem a matar as saudades. Hoje, acordámos e vamos adormecer juntos. Hoje, tal como há 2 anos e 2 meses atrás, já chorámos e já rimos agarrados um ao outro. Hoje, somos ainda mais felizes, apaixonados e cúmplices. Hoje, tivemos azar... mas temos todos os dias a sorte de nos ter um ao outro.

Eu, felizmente, sempre fui de ver o copo meio cheio! 

SOI: A COMIDA DE RUA ASIÁTICA

02.11.17

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No fim do Verão de 2016, e depois de um ano de casados, eu e o João fomos finalmente fazer a nossa merecida lua de mel. Depois de muito olharmos para o mapa, para os voos e para os alojamentos, acabamos de mochila às costas pela Tailândia, pelo Cambodja e pelo Vietename.

 

Apesar de serem três países completamente distintos, houve uma fio condutor na nossa viagem, a incrivel comida asiática, que tantas saudades nos deixou. Juro-vos, comemos realmente muito muito bem durante toda a viagem. Além de termos comido muito bem em restaurantes, a verdade é não comemos pior nas ruas de Bangkok, Phnom Penh ou Ho Chi Minh. 

 

E é exactamente por isso que eu estou a adorar esta nova tendência da cozinha asiática na restauração Lisboeta. Dentro desta onda, o SOI, aberto há pouco menos de 2 meses, no cais sodré, promete trazer o melhor da street food asiática a Lisboa.

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Repleto de neons, com luzes baixas e com vários apontamentos decorativos asiáticos, foi no restaurante SOI que comi as melhores asas de frango coreanas, um pad thai de vegetais que me permitiu por momentos voltar ao Cambodja e umas marvilhosas espetadas de frango teriyaki.

 

Durante um longo jantar, foram muitos os pratos que vieram para a nossa mesa, mas não há como esquecer estes três. Para começar, as asas de frango, muito suculentas, picantes q.b. e com uma fritura no ponto, literalmente, de lamber os dedos. Depois, o pah thai com uma massa bem cozinhada e com todos os sabores da Ásia reunidos num só prato, que maravilha!! Por fim, as espetadas de frango que surpreendem por ser tão suculentas e por se fazerem acompanhar por um salada divinal, aliás todas as saladas do SOI são surpreendentemente boas.

 

Mas, nem tudo foi perfeito. Não adorei o ceviche de camarão com salada thai: ainda que fresco achei o molho com sumo de lima e leite de côco demasiado liquido e com falta de sabor. Também os taiwan bao não surpreenderam, sobretudo pela falta de consistencia: uns servidos com muito molho e quentinhos, outros servidos mais secos e frios. No fundo, pequenos apontamentos que acredito possam ser apurados. Afinal, o SOI abriu há pouquissimo tempo e ainda há muito espaço para melhorar e crescer.  

 

Ainda assim depois deste jantar, ficou claro que enquanto não marcamos a nossa próxima viagem a Ásia, o SOI será um bom porto de abrigo quando as saudades baterem mais forte. 

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8.png Como apontamentos, lembrem-se destes:

 

De comer e chorar por mais: Asinhas de frango coreanas

A cereja no topo do bolo: O atendimento

De torcer o nariz: Ceviche de camarão com salada thai

 

SOI Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

18:40

01.11.17

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Durante muitos anos não soube a que horas tinha nascido.

 

Nos primeiros anos, naturalmente, não perguntei. Depois, e durante muito tempo, lembro-me de pensar que saber a hora do meu nascimento era só irrelevante. Afinal, o que eu queria mesmo é que chegasse o dia 10 de Agosto. Queria uma festa bonita, muitas prendas, os meus amigos para brincar e um bolo para partir com a ajuda dos meus pais e do meu irmão. 

 

Mais tarde, em pleno Rock in Rio (adolescência, leia-se) quis ficar a saber o meu ascendente em termos de signo, e para isso teria que saber a hora que tinha nascido. Meu deus, como fiquei horrorizada quando a minha mãe me respondeu do outro lado da linha que nunca conseguia ter a certeza! Sabia que tinha sido ao fim da tarde, que estava muito calor, que estava a fazer um bolo quando rebentaram as águas, que tinha sido bem mais fácil do que o parto do meu irmão, que a minha primeira roupinha tinha sido amarela, que no dia seguinte ela já estava na janela,... mas... mas... mas a verdade é que nunca tinha decorado a hora do meu nascimento. Deu-me duas ou três alternativas e disse-me que ia confirmar no caderno de registo da maternidade. Nesse mesmo dia, quando cheguei a casa, confirmámos no caderninho a hora. No entanto, não sei bem porquê, mas também eu não fui capaz de decorar o horário. 

 

No dia do meu casamento, há dois anos atrás, a minha mãe ofereceu-me o meu álbum de criança. Além de muitas fotografias, o meu álbum tem a minha primeira ecografia, a minha pulseirinha da maternidade e, claro, o caderninho que não nos deixa esquecer a hora: 18:40. 

 

Até à criação deste blog não soube (ou pelo menos também não tinha decorado) que o dia 10 de Agosto de 1990 tinha sido uma sexta feira. 

E desculpem, mas não há quem não seja feliz a uma sexta feira às 18:40. Estou certa? 

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